terça-feira, 24 de julho de 2012

PORQUE "UNHAS" E O FRANCÊS

“Roer unhas (também conhecido pelo seu termo técnico onicofagia ou roeção de unha) é o hábito de morder as unhas dos dedos das mãos ou pés durante períodos de nervosismo, ansiedade, stress, fome ou tédio. Também pode ser um sinal de desordens mentais ou emocionais. As crianças começam a roer as unhas por volta dos quatro ou cinco anos de idade. O termo onicofagia crônica é utilizado clinicamente.” – Wikipédia

Já tentei de tudo: Pimenta nos dedos, esmalte com sabor de cocô, já me estapeei que nem louca varrida cada vez que me pegava com a mão na boca, já encapei os dedos com micropore, esparadrapo e band aid, já fiz promessa. Comecei por volta dos 4 anos de idade sim. Estou com 32 anos. Meu caso é crônico. Não a desordem mental... o roer unhas!! Acho que nunca vou parar de fato. Existem períodos controlados. Mas basta algo sair do meu controle e PUMBA! Lá se vão elas, e os esmaltes, e as mãos de mulher. Fico com vergonha... quando tenho que pegar alguma coisa na frente de alguém, escondo os dedos, com essas unhinhas minúsculas. Ainda sim, quando eu vejo a mão já foi pra boca e lá estou eu, mergulhada num enorme prazer de acabar com qualquer lasquinha que possa existir! Agora mesmo.... escrevo, e nas pausas para ler o que está aqui para vocês, acabo com mais uma delas.

A partir de agora, divido com vocês a razão pelas quais elas não conseguem crescer!
Rir de si mesmo é uma arte. Dividir a piada é terapeutico.

E NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS DE SOLTERISSE FORÇADA...

O FRANCÊS


Ele foi o primeiro.

Foi numa balada.
Num daqueles dias que eu me sentia feliz, bonita, e se não me engano, com unhas.
Ele apareceu de repente e nem me lembro como foi a apresentação.
Achei que eu não tinha entendido o que ele estava me falando pelo volume do som.
Mas não... era francês.
Com o passar do tempo, entre uma química que só poderia ter vindo de um lugar muito distante, fui duvidando um pouco daquele sotaque. Mas pelo nome do rapaz, (tinha nome de animal de estimação) e pelo narigão vestido por um óclinhos estilo John Lennon, era nítido que não era daqui. Seus amigos falavam com ele com um dialéto que definitivamente não era francês... mas voilà!
Isso nem me interessava de fato.
O jeitinho gringo era irresistível... e ele tinha uma beleza bastante exótica.
Eu estava no lucro.
Ele me mostrou que minha insegurança de recém separada era infundada e que sim, eu era, num jeitinho comovente de falar, “uma murrér de ólios grrandes lindos e de bela forrma”.
No dia seguinte nos despedimos.
Com um beijo de filme europeu.
E ele com meu nome, para adicionar no Facebook, e meu telefone.
Ele queria ficar mais tempo comigo. Eu tinha que ir.
Esperei alguns dias algum sinal de fumaça.
Minhas unhas foram aos poucos se despedindo.
Nunca mais soube desse suposto francês, que tinha o nome do gato da minha mãe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário