Estava no ápice da minha força de vontade em me exercitar e emagrecer. Não comia gordura e nem unhas, se não me engano.
Conheci ele através daquela amiga minha, a prima do Sr Whisky.
No caso do Amiguinho, ela não relutou quando pedi que marcasse uma cerveja com ele naquele fim de tarde. E para minha alegria ele topou de cara.
O Amiguinho é o que podemos dizer que faz meu tipo.
Na verdade, mais do que isso, ele é o esteriótipo dos homens que eu, sem querer, acabo me atraindo. Loiro, olhos azuis, branquelão. Bonito. Nada estonteante, mas bonito.
Quando nos encontramos naquele fim de tarde, ficamos um bom tempo batendo papo, eu, ele, um amigo que ele tinha levado, minha amiga e o namorado dela.
Foi só na hora de irmos embora, na despedida, que ele me beijou.
E o que era pra ser uma despedida virou o começo da noite.
Minha amiga e o namorado foram embora e eu, ele e o amigo dele fomos para outros lugares para tomar algumas saideras.
Honestamente não me lembro exatamente o porquê que na ocasião minha filha não estava comigo, mas o fato é que se passaram 4 dias entre o nosso primeiro beijo e o nosso primeiro beijo de tchau.
Não sei se me fiz entender.
O que eu quis dizer é que passamos 4 dias juntos, sem desgrudar.
Sim, amigos que acompanham esse blog... UM RECORDE!!!
Durante esses dias, um clima de romance, aconchego, e diversão gostosa estava instaurado.
Ai, que delícia é esse encantamento inicial, né não?
Pode começar a tocar "Have You Ever Really Loved a Woman", por favor...
A gente pedia comida, e dávamos colheradinhas na boca um do outro. Assistimos comédia romântica deitado de conchinha. Saímos durante esses dias para nos exercitar juntos. Brincávamos de Jiu-Jitsu... tá, acho que essa não é uma brincadeira tão comum entre os que estão iniciando uma relação, mas eu confesso: adoro brincar de Jiu-Jitsu. E nos momentos mais comedidos, falávamos sobre nossa vida. Sobre as dificuldades, sobre os dissabores amorosos, sobre as vontades para o futuro.
Quando a vida teve que voltar á rotina, ele me mandava mensagens me chamando de linda, dizendo que sentia saudades.
Então combinamos de nos vermos num fim semana, poucos dias depois daqueles quatro dias.
Deixei minha filha na casa dos avós, me arrumei, me perfumei, e fiquei esperando ele.
Ok. Pode parar a música agora. Obrigada Bryan Adams por sua enorme contribuição.
Ele não apareceu. Quando eu liguei, por causa da demora, ele me disse que já estava na rua, com os amigos. Eu disse: "Ok, mas você não vai passar aqui?", ao que ele repetiu: "Já estou na rua com meus amigos, Linda! Beijo e boa noite!"
Fiquei chateada. Mas também não era para menos.
Passaram alguns dias e ele me ligou. Já era tarde, e eu estava com minha filha. Aí disse que não tinha como encontra-lo, mas que combinaríamos um outro dia.
Quero fazer uma pequena pausa na história para explicar uma coisa: apesar do medo latente dos caras de terem que assumir uma família logo de cara só porque eu tenho uma filha, eu costumo ser muito clara: só vai conhecer minha pequena se o assunto for sério. Antes disso não! Se contentem com fotinhos dela. Por isso, quando estou com ela, não estou com cara nenhum.
Pronto. Voltando...
A coisa toda foi se dando assim... quando ele me ligava, geralmente em cima da hora do convite, eu me descabelava para deixar minha filha com os avós para poder vê-lo. Quando eu ligava ele não podia. Na verdade, ele nunca, eu disse, NUNCA me encontrou por um chamado meu. Mas até então eu não estava dimensionando isto de fato.
Até que teve um feriado. Eu teria que trabalhar. Por isso minha filha foi viajar com os avós. E por eu ter que ir trabalhar ele disse que ficaria o feriado viajando com os amigos. Disse para ele aproveitar, pra se divertir, mas que eu sentiria saudades. Ele disse que também.
Ao longo do feriado nos falamos apenas por mensagens de texto. Todas com conteúdo similar a "queria tanto estar aí com você!" "que frio está fazendo, bem que podíamos estar juntinhos", de ambos os lados!
Meu trabalho foi bastante rápido, de modo que passei o feriado sozinha.
Na segunda, falando pelo bate-papo do Facebook, ele disse: "Passei o feriado com frio... aqui nunca tem um meio termo, né? Ou faz muito frio ou faz muito calor."
Peraí.... AQUI?? Aqui onde??
É amiguinhos... ele não foi viajar... passou o feriado falando que tinha ido, mas não foi.
Brigamos. Quer dizer, eu briguei. Ele, sem a menor modéstia, não era inteligente o suficiente para contra atacar minhas afirmações. Somado ao fato de que mentira tem perna curta e é coisa de criança.
O que ele me falou?
Ele disse que tinha deixado claro para mim que seríamos só amigos. Que ele estava focando a vida dele no lado profissional. E que ele não tinha cabeça para se envolver com ninguém. Mas que gostava muito de mim, e que não queria perder nossa amizade. Que eu era (vejam que honra!) a melhor das amigas que ele tinha.
OI??? Em que momento isso foi acordado?? Quantas "amigas" ele tinha???
A pior coisa que um homem pode fazer a uma mulher é subestimar sua inteligência.
E ele, amiguinhos, faz isso muito mal!
Depois disso, ele passou a me ligar compulsivamente, mas eu não atendia.
Um dia eu estava em casa e ele apareceu. Minha filha estava comigo. Eles se conheceram. E ela, dada como ela só, não se fez de rogada e quis fazer amizade com o meu Amiguinho.
Foi a única vez que eles se viram. Claro!
Depois disso a coisa esfriou.
Teve só mais uma vez que ele apareceu bêbado na minha casa, já de madrugada, e me acordou. Não sei se é sina, costume dos homens do interior, ou uma baita falta de educação mesmo, mas o fato é que os caras acham que podem passar bêbados na minha casa de madrugada. Dispensei e no dia seguinte dei um esculacho leve.
Vira e meche eu encontro o Amiguinho por aí.
Nesse fim de semana mesmo. Nos cumprimentamos e ele disse, entre outras bobagens, na maior cara deslavada: "Tentei te ligar!". Vendo minha cara de interrogação ele completou: "Cara de pau eu, né? Não tentei não....". E deu risada.
Dei risada também.
Dei risada também.
Tem gente que não dá pra levar a sério.